Oi, para quem lê!
Ultimamente eu tenho pensado bastante sobre o rumo que minha vida tem tomado nos últimos 3 anos.
Vocês vão me estranhar falando essas coisas, mas me deu vontade de compartilhar o que eu venho sentindo.
Pra quem não sabe, no final de 2011 eu me formei em Relações Públicas, depois de fazer o curso durante 4 anos na cidade de Bauru. Quando eu era adolescente, tudo o que eu queria era passar no vestibular, sair de Ubatuba, curtir a faculdade e depois ter uma carreira de sucesso. Não aconteceu, e eu vou explicar por que.
No ano que eu prestei vestibular, com 17 anos, optei por 3 cursos diferentes: Relações Públicas, Letras e Produção Cultural. Passei nos dois primeiros, RP na Unesp e Letras na USP. Fui pra Unesp, porque achava que RP era o curso da minha vida, que ia me proporcionar uma carreira brilhante e que eu tinha nascido pra comunicação. E sendo bem sincera, até o ultimo ano de faculdade eu ainda pensava assim, mesmo depois dos estágios, dos trabalhos e de todos os estudos. Vivi 4 anos incríveis, morei em uma república maravilhosa que se tornou minha segunda família (sdds, Ipanemas!), com muita risada, festa, curtição, mas realmente aproveitar tudo o que a universidade poderia me proporcionar, que é bom... nisso eu deixei muito a desejar.
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| Pessoas e momentos especiais s2 |
Apesar de tudo, sonhava em terminar a faculdade, me mudar para o Rio de Janeiro e trabalhar na área. E assim eu fiz.
Passei 8 meses no Rio, era ano de eleição e eu era assessora de um candidato a vereador por lá. O dia a dia no trabalho era pura relações públicas e foi assim que eu vi que me enganei como nunca na carreira que tinha escolhido. A campanha terminou e eu voltei pra Ubatuba, voltei pra casa dos meus pais, isso com quase 23 anos.
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| Ubatuba, sempre linda |
Aqui na cidade não existe muita oportunidade de empregos bacanas e eu precisava trabalhar, não por necessidade, mas pra não viver na aba dos meus pais. Comecei a trabalhar num mercado, como caixa. É bom ter meu dinheiro, comprei minha bizinha linda que me leva para todos os lugares e nunca mais pedi dinheiro pros meus pais pra nada. Eu tava acomodada e aí veio a pressão dentro de casa, principalmente por parte da minha mãe, que dizia que não formou uma filha pra vê-la atrás de um balcão de caixa. E ela estava certa, fora que era horrível passar feriados e domingos trabalhando, enquanto a família curtia a praia. Eu tava sentindo que tava na hora de mudar. Resolvi procurar outro emprego e estudar, fazer outra faculdade, já que não queria mesmo seguir carreira na comunicação. A primeira parte foi feita, mudei de emprego e tenho meus domingos livres, voltei pro cursinho, mas não tive di$posição pra continuar, fora que perdia todos os dias as 3 primeiras aulas e não estava conseguindo acompanhar, mas não desisti da faculdade. Esse ano eu vou prestar Letras novamente, provavelmente sair de Ubatuba mais uma vez e viver outra aventura.
A diferença é que minha cabeça agora é outra. Eu quero aproveitar ao máximo tudo o que a faculdade pode me proporcionar e tenho muitos projetos futuros. Acho que nunca é tarde pra se fazer o que gosta e é isso que eu vou buscar daqui pra frente.
A ironia é que eu, aos 17 anos, era mais bem resolvida que aos 24.







